 SETOR RURAL
O Município de Angra dos Reis localiza-se no litoral sul do Estado do Rio de Janeiro, na região denominada Baia da Ilha Grande, tem superfície territorial de 819 Km2, sendo que grande parte desta área é formada por estabelecimentos rurais, atendidos por 185 Km de estradas vicinais. A principal cultura comercial é a banana, que atingi: 272 ha com a produção de 5.610 toneladas de bananas, 25 ha com a produção de 310 toneladas de mandioca, 150 há com a produção de 50 toneladas de palmito pupunha, 32 ha com a produção de 38 toneladas de milho, entre outros.
 RECUPERAÇÃO E MANUTENÇÃO DE 185 KM DE ESTRADAS VICINAIS
A Secretaria Municipal de Agricultura realiza manutenção permanente das estradas vicinais evitando transtornos e prejuízos as comunidades rurais de todo Município.
É sabido que, se as estradas estiverem em boas condições de trafego, fatalmente estaremos contribuindo para o desenvolvimento e investimento no setor rural, até porque o Município possui um potencial natural para o turismo rural, eco turismo, piscicultura de água doce, agroindústria e produtos primários como os mencionados acima.
ESTRADAS VICINAIS ATENDIDAS PELA SECRETARIA
Estrada do Sertão de Mambucaba; Estrada do Sertão de São José; Estrada da Santa Rita no Bracuí; Estrada da Itinga no Bracuí; Estrada da Santa Rita II no Bracuí; Estrada Três Amigos no Bracuí; Estrada Beira-Rio no Bracuí; Estrada do Imbu no Bracuí; Estrada da Praia do Recife; Estrada da Aldeia Indígena; Estrada da Floresta no Ariró; Estrada da Lixeira no Ariró; Estrada Sertão do Ariró; Estrada da Escola no Ariró; Estrada Ariró-Zungu; Estrada do Zungú; Estrada do Pontal; Estrada da Jundiaquara; Estrada Gamboa do Belém; Estrada do Belém; Estrada Serra do Engenho em Itanema; Estrada da Banqueta; Estrada Velha da CEDAE na Banqueta; Estrada do Sertão Jacuacanga; Estrada da Caputera I; Estrada da Caputera II; Estrada do Cantagalo; Estrada do Sertão de Monsuaba; Estrada de Águas Lindas na Serra D’água; Estrada da Fazenda Moranga na Serra D’água; Estrada Porto Aquarius no Pontal.
Principais Serviços Executados:
 SERVIÇOS DE ASSISTÊNCIA TÉCNICA E EXTENSÃO RURAL
Visando otimizar a produtividade, a Secretaria
de Agricultura além de disponibilizar técnicos para vistoria de avaliação das potencialidades de cada propriedade busca orientar o produtor rural fornecendo informações técnicas e esclarecendo dúvidas.
ANÁLISE DE SOLO
Objetivo: Obter através de exames no solo os níveis de macronutrientes do solo (N, P e K), acidez do solo (Ph) e saturação de Alumínio com vistas à recomendação e conseqüentemente aumentar a produção.
Mais um serviço de assistência oferecido Ao produtor rural, pela secretaria de Agricultura, através da Coordenação de Agricultura, pelo qual fornece ao agricultor, as informações necessárias para que ele obtenha melhor resultado na sua produção, a partir da correção da acidez do solo e o plantio adequado.
O produtor pode enviar para a secretaria a amostra do solo que deseja análise. É importante salientar que se tenha cuidados para retirada desta amostra.
 PRODUÇÃO E DISTRIBUIÇÃO AOS PRODUTORES RURAIS DE MUDAS DO PALMITO PUPUNHA E PALMITO AÇAÍ
A HISTÓRIA DA PUPUNHA EM ANGRA DOS REIS
A pupunheira - Bactris gasipaes é uma palmeira originária da Amazônia, naturalmente adaptada a solos de baixa fertilidade e ao clima da nossa região.
A espécie pode ser consumida de várias formas: através do cozimento de seus frutos, da extração de óleos, do fabrico de farinhas, além de poder ser usada para ração animal.
A introdução da espécie em Angra tem buscado dar uma alternativa racional ao modo de exploração do palmito que vem destruindo os estoques nativos de juçara (Euterpe edulis) na região.
O primeiro cultivo no município foi realizado em 1989 a nível experimental, numa área de 3,0 ha da Fazenda do Hotel do Frade. A partir de 1993, houve a expansão dos cultivos da Fazenda do Frade e os primeiros cultivos de pequenos produtores rurais apoiados pela PMAR, através da Secretaria de Agricultura.
Atualmente estimamos que a região, incluindo a região limítrofe do município com Parati, possui mais de um milhão de mudas plantadas. Deste total, 60 % foram plantadas por dezenas de produtores apoiados por programas municipais de incentivo e o restante por produtores independentes.
Os programas municipais visam proporcionar alternativa econômica aos produtores rurais frente ao declínio do cultivo tradicional da banana, através do cultivo de espécies florestais.
A pupunha aqui cultivada é originária da Amazônia andina, sendo predominantemente sem espinho. A cultura teve grande adaptabilidade em nossa região: o clima local com chuvas bem distribuídas e temperaturas médias altas facilita o cultivo.
 IMPORTÂNCIA ECONÔMICA DA CULTURA
Seu potencial agroindustrial permite prever que seu desenvolvimento poderá converter esta planta em cultivo de grande importância na economia dos países tropicais. Em primeiro lugar por sua capacidade de produzir frutos, em um bom sistema de cultivo, ultrapassando com facilidade 25,0 toneladas de fruta por hectare. Com referência ao palmito, o rendimento pode alcançar 4,0 t por hectare. O fruto da pupunha poderia ser usado como substituto do milho para alimentação animal. Seu baixo custo, alto rendimento do cultivo e seu alto valor nutritivo – pela qualidade de sua proteína, alta concentração de vitamina A e alto conteúdo de óleo, o fazem especialmente valioso neste sentido. Estas características podem convertê-lo em produto com grande volume exportado, a preços muito competitivos no mercado internacional, além de poder atender a deficiência dos mercados nacionais dos países produtores.
 As maiores vantagens da pupunheira como produtora de palmito, está na possibilidade de seu cultivo racional, rápido crescimento e precocidade. Além disso, apresenta baixos índices de substâncias oxidantes, o que proporciona alterações mínimas no sabor e aroma. Possui também maior resistência à manipulação durante o processamento.
O palmito é um produto com mercado garantido. O melhoramento desta indústria permitiria que o palmito da pupunha alcançasse melhores preços e mercados mais amplos. Ele pode ser envazado em salmoura ou em vinagre, além de poder ser preparado em azeite e com condimentos que melhorem seu sabor.
 A PUPUNHA E A QUESTÃO AMBIENTAL
Angra dos Reis tem grande parte de sua área coberta por vegetação remanescente de Mata Atlântica, possui diversas unidades de conservação, sendo as principais na área continental do município - o Parque Nacional da Serra da Bocaina e a Aldeia Indígena do Bracuí.
A introdução de uma espécie exótica neste ambiente ainda hoje exige estudos de impacto não realizados. Por outro lado, a pupunha já tem significado uma alternativa para os consumidores de palmito e produtores rurais, além de uma opção econômica para os palmiteiros, que subsistem em péssimas condições de vida da extração ilegal de palmito juçara.
A espécie permite a formação de sistemas agroflorestais incluindo outros cultivos como a banana e o cupuaçu. Nestes sistemas podem ser mantidas espécies arbóreas nativas presentes na área, o que, ambientalmente, pode ser considerado a melhor maneira de cultivar.
 As mudas de palmito de pupunha são produzidas a partir da aquisição de sementes nas estufas da COMISFLU. São produzidas cerca de 40 mil mudas anuais para distribuição ao produtor após visita dos técnicos da secretaria.
Tem-se como meta a distribuição de 100 mil mudas anuais a partir de 2006.
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