Sete anos após o acidente natural ocorrido em 2002, que causou mortes e prejuízos, Angra dos Reis sofreu em 2010 a sua segunda grande tragédia. Do dia 30 de dezembro de 2009 até o dia 1º de janeiro de 2010 as chuvas castigaram o município. Choveu 417 mm em apenas três dias. O alto índice pluviométrico representou o dobro da média histórica registrada no mês de dezembro.
Veja a Galeria de FotosO volume de chuva ocasionou durante a madrugada do dia 1°, simultaneamente, dois grandes escorregamentos de terras, causando 53 mortes, sendo 32 vítimas na Praia de Bananal, Ilha Grande e 21 no Morro da Carioca, próximo ao Centro da cidade.
Dos 118 bairros existentes no município, 61 foram atingidos por alguma ocorrência. Quedas de árvores, muros, postes e casas, e alagamentos, foram registrados em diversos pontos do município. Trechos da Rodovia Mário Covas foram interditados por causa da queda de barreiras em 37 pontos. O mais crítico é o trecho próximo a Sapinhatuba II, por risco de desabamento na área. A Estrada do Contorno também ficou em péssimo estado, deixando vários moradores sem comunicação e energia elétrica, pois o acesso só se fazia pelo mar, através de lanchas particulares ou de embarcações disponibilizadas pela prefeitura.
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No acidente de 9 de dezembro 2002 choveu 275 mm. Em apenas um dia choveu o equivalente a 2 meses. O local mais atingido pelas chuvas foi a Japuíba, principalmente o bairro do Areal, onde caiu uma tromba d'água no cume de uma encosta de mata virgem. O volume de água sobre essa região ocasionou uma avalanche com deslocamento de grandes blocos de rocha de mais ou menos 20 toneladas e árvores de grande porte. Foram destruídas mais de 70 casas no bairro.
Resultado:
Embora haja um espaço de sete anos entre uma tragédia e outra, os prefeitos Fernando Jordão (2002) e Tuca Jordão (2010) têm duas coisas em comum: sentiram a mesma dor em ver a população de sua cidade sofrer as consequências da forte precipitação que ocorreu nesses dois momentos e estavam recém-assumidos no governo.
Em 2002 o prefeito Fernando Jordão arregaçou as mangas e buscou parcerias para reconstruir a sua cidade. Cerca de 750 unidades habitacionais foram construídas para abrigar as famílias vítimas que tiveram suas casas destruídas.
Em 2010 não está sendo diferente. Tuca Jordão prometeu que vai reconstruir o município e criar prédios habitacionais em espaços que não ofereçam riscos às famílias. O Decreto de Calamidade Pública foi estabelecido pelo prefeito e reconhecido pelos governos estadual e federal. O resultado é que a prefeitura terá mais recursos para investir na reconstrução do município.
O prefeito Tuca Jordão está promovendo várias mudanças. Um deles foi um decreto que suspende todas as obras de construção nas áreas de encostas, colúvios da serra e sopés de morros em todo o território municipal, até a conclusão do estudo geológico das principais áreas de encosta no município. O mesmo vale para qualquer tipo de acréscimo a construções já existentes. Após este estudo do solo será gerado um relatório de área de risco. O documento apontará as intervenções necessárias no município.
Um novo projeto começa a ser implantado e que oferecerá mais segurança e qualidade de vida à população. É o futuro sendo construído para as próximas gerações.
























