Termina o defeso do camarão

Período de três meses é fundamental para o meio ambiente e a sustentabilidade da pesca extrativista

Segunda-Feira, 31/05/2021 | Superintendência de Comunicação .

Termina nesta segunda-feira, dia 31, o período de defeso do camarão. Com isso, a pesca do crustáceo volta a ser liberada a partir de terça-feira, dia 1º de junho. O período de defeso corresponde a três meses, a contar do dia 1º de março, em que fica proibida a pesca e captura do camarão. O objetivo da restrição é a preservação das espécies. Isso inclui o camarão-rosa (Farfantepenaeus paulensis, F. brasiliensis e F. subtilis), camarão-sete-barbas (Xiphopenaeus kroyeri), camarão-branco (Litopenaeus schmitti), santana ou vermelho (Pleoticus muelleri) e barba-ruça (Artemesia longinaris).

O defeso do camarão é regulamentado pela Instrução Normativa do Ibama nº 189, de 23 de setembro de 2008. O desrespeito ao defeso é crime e os envolvidos podem ser presos, além de terem que pagar multa pela irregularidade. O secretário-executivo de Agricultura, Aquicultura e Pesca, Wagner Junqueira, faz sua avaliação do período deste ano.

– Eu diria que 95% dos pescadores têm respeitado o defeso. Os poucos que não respeitam às vezes é por falta de consciência, outras vezes por necessidades específicas. O desespero faz com que pessoas tomem atitudes impensadas, principalmente neste período complicado de pandemia – disse o secretário.

Neste mês de maio, uma ação conjunta entre a Polícia Federal e a Prefeitura de Angra dos Reis no mar da Ilha Grande resultou na prisão de quatro pescadores que estavam praticando o arrasto de camarão durante o período do defeso. Foram apreendidos dois barcos e cerca de 100 quilos de insumos marinhos, dentre eles aproximadamente 30 quilos de camarão. O secretário destaca a importância do defeso tanto para a continuidade da pesca quanto para o meio ambiente.

– É preciso ter conscientização. As pessoas têm que entender que o defeso existe para manter a capacidade de pesca delas próprias. Ele é importante para o setor produtivo. Muitas famílias em Angra dependem da atividade pesqueira. O defeso garante a continuidade da pesca extrativista, possibilitando a manutenção, crescimento e desenvolvimento das espécies. Isso é também algo de importância ambiental – disse ele, destacando que estamos na Semana do Meio Ambiente (a partir de 1º de junho).