Fórum de Saúde Mental

Evento no CEA é parte do Setembro Amarelo e orientou profissionais da Saúde e Educação sobre o acolhimento em casos de risco de suicídio

Sexta-Feira, 17/09/2021 | Superintendência de Comunicação .

A Prefeitura de Angra promoveu, nessa quarta-feira (15), o Fórum de Saúde Mental, como parte integrante da programação do Setembro Amarelo. O evento foi realizado no Centro de Estudos Ambientais (CEA), organizado pela Coordenação de Saúde Mental, da Secretaria de Saúde do município, e contou com a palestra “Abordagem do suicídio para profissionais não psicólogos”, ministrada pela psicóloga Letícia Campos, do Centro de Atenção Psicossocial Infantil (Capsi).

A palestra foi voltada para a equipe técnico-pedagógica de unidades escolares do município, na parte da manhã, e para profissionais de saúde, com foco nos que atuam na atenção básica, durante a tarde. O trabalho incluiu dinâmicas de sensibilização à discussão de casos e simulação de situações reais (psicodrama).

A psicóloga tratou da questão da violência autoprovocada como um fenômeno complexo que necessita de uma abordagem conjunta, considerando seus múltiplos fatores. Ela falou do suicídio como um fato social e não como um ato isolado, como aparentemente é. A profissional apresentou dados epidemiológicos, mitos e verdades sobre o tema, fatores de risco, frases de alerta e fatores de proteção relacionados ao suicídio.

– O fórum atendeu à expectativa de levar informações sobre como identificar e fazer uma abordagem inicial a pessoas em risco de suicídio. A proposta foi bem interativa, por isso quem compareceu participou ativamente. O feedback, tanto com o público da área da educação, quanto dos profissionais de saúde, foi positivo. Nas palavras de uma participante, embora o assunto seja bastante sério, foi abordado de um modo leve – destacou a psicóloga.

A profissional falou sobre o modo como o tratamento é realizado na unidade em que atua, o Capsi, e sobre os caminhos que devem ser percorridos por quem está passando por esse problema para buscar ajuda profissional. A pessoa pode ir diretamente a um serviço de saúde, como as unidades de seu bairro, ou mesmo buscar o apoio de um colega, familiar, professor, caso não consiga ter essa iniciativa sozinho.

– Paralelo a isso, a pessoa pode buscar ter atitudes que vão melhorar sua qualidade de vida, como praticar atividade física, ter uma boa higiene do sono, desenvolver suas habilidades e fazer o que gosta – disse a psicóloga, que acrescentou que o CVV (telefone 188) é uma linha de acesso que funciona bem e pode ajudar.

SETEMBRO AMARELO E DADOS DA OMS
O Setembro Amarelo é o mês de conscientização sobre saúde mental e prevenção de violências autoprovocadas. Os problemas abordados envolvem depressão, ansiedade e, em casos mais graves, tentativas de suicídio. As ações que compõem a programação envolvem diversos setores da prefeitura, principalmente os da área de saúde. Prioritariamente, quem precisa desse tipo de auxílio deve buscar as unidades de Atenção Básica e, a partir delas, serão dados os demais encaminhamentos, caso a caso.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 70% dos casos de pessoas que tiram a própria vida possuem causas evitáveis e aponta o acolhimento e a escuta qualificada como uma importante ferramenta na diminuição desses números. A OMS recomenda não divulgar cartas de despedida ou qualquer material como vídeos que mostrem uma pessoa durante o ato, pois isso pode desencadear um fenômeno de suicídio por imitação.

Os números mostram que os casos de suicídio prevalecem em países em desenvolvimento (79%). Por isso, em muitos casos, também é importante buscar o apoio de dispositivos que podem dar orientações quanto à programas voltados para emprego, renda, benefícios sociais, entre outros recursos.