Conselho do Parque da Cidade se reúne no CEA

Dentre as deliberações, foi apresentada a criação do Memorial Bosque da Saudade, em homenagem às vítimas da covid

Quarta-Feira, 20/10/2021 | Superintendência de Comunicação .

Membros do Conselho Gestor do Parque Natural Municipal da Mata Atlântica (Parque da Cidade) e representantes do Instituto Municipal do Ambiente (Imaar) se reuniram nesta quarta-feira (20) para tratar de ações que fazem parte do projeto de implementação da nova unidade de conservação do município. A reunião ocorreu no Centro de Estudos Ambientais (CEA), na Praia da Chácara.

Dentre as principais ações discutidas, estão o andamento do projeto de sinalização do parque, a criação do estacionamento e da estrada de acesso ao parque e a recuperação ambiental de parte da área, o que inclui a recuperação do solo (por conta de erosão) e o Memorial Bosque da Saudade, um espaço de reflorestamento que vai homenagear as vítimas da covid em Angra dos Reis que, no momento, somam mais de 550 pessoas.

– Estamos plantando mudas de árvores nativas para simbolicamente homenagearmos essas vítimas - explica Fillipe Mota, superintendente de Meio Ambiente do Imaar.

Outra deliberação foi a realização de uma visita técnica ao Parque da Cidade, no mês de dezembro, com guias turísticos de Angra, para a promoção do parque e para que eles conheçam o local e discutam as ações no âmbito do turismo. Os conselheiros também irão participar da visita.

O Conselho Gestor do Parque da Cidade é um órgão consultivo formado de forma paritária por 16 representantes do poder público e da sociedade civil (oito de cada parte). O conselho foi eleito em 2019 e, no início de sua formação, seus membros passaram por uma capacitação abordando tópicos como o que é uma unidade de conservação, quais os objetivos do parque, as funções dos conselheiros etc.

O PARQUE
O Parque da Cidade foi criado através de decreto em 2017. A nova unidade de conservação envolve a parte alta dos morros da Carioca, Santo Antônio, Caixa D’Água, Carmo, Peres, Glória, e da Cruz; seguindo também por cima do Encruzo, Enseada, Retiro, Ribeira, Vila Velha, Praia Grande, Bonfim e Colégio Naval.

A área ocupa o topo do morro do Centro de Angra e tem mais de mil hectares, sendo uma unidade de conservação de proteção integral, estabelecida pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc). O parque vai contar com atividades esportivas e de lazer, fortalecendo outros atrativos da cidade, como visitas a monumentos históricos e praias do continente, tornando o turismo em Angra dos Reis forte não só na Baía da Ilha Grande, mas também na área continental.

Os objetivos que levaram a gestão atual da Prefeitura de Angra a decretar a criação do parque se agrupam em três eixos centrais: preservação ambiental, controle do uso e ocupação do solo, e a potencialização do turismo ambiental e ecológico.