Plano Local de Ação Climática chega a Angra

Oficina conta com a parceria da ONU-Habitat e está com inscrições abertas para todo o público interessado

31 de julho de 2026

A Prefeitura de Angra e o Instituto Municipal do Ambiente de Angra dos Reis (Imaar) realizam na quinta-feira, dia 6, das 14h às 18h, a primeira oficina participativa sobre o Plano Local de Ação Climática (Plac). O encontro será no auditório da Defesa Civil (Avenida Almirante Júlio César de Noronha, nº 271, São Bento).

Na oficina, representantes do poder público e de setores da sociedade civil irão discutir, juntamente com o público em geral, os desafios relacionados aos impactos da mudança do clima no município, gerando dados para o diagnóstico que vai embasar a elaboração do plano. A participação de todos é fundamental, e as inscrições estão abertas: tinyurl.com/2wh7pa7t  

O Plano Local de Ação Climática conta com o apoio do Governo do Estado do Rio de Janeiro, com a parceria do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) e do Governos Locais pela Sustentabilidade (Iclei). Por meio do Plac, a sociedade pensa soluções localmente para uma questão global, que são as mudanças climáticas. 

Oficinas do Plac estão sendo organizadas em diversos municípios do estado para este mês de agosto. Os planos contribuirão para fortalecer o planejamento de ações climáticas locais a curto, médio e longo prazo. Quem quiser saber mais sobre o ciclo completo de oficinas pode acessar tinyurl.com/34PLACsRJ

A conscientização dos impactos das ações humanas no meio ambiente é fundamental. O município de Angra dos Reis, assim como muitos outros locais do planeta, também é afetado pela crise climática. Em 2022, Angra registrou o maior volume de chuva da sua história. Alguns pontos registraram mais de 800 mm de chuva em apenas 48 horas, um dos maiores acumulados já registrados no estado do Rio de Janeiro. O temporal causou deslizamentos em diversos bairros.

A Ilha Grande, principal destino turístico de Angra e parte do sítio reconhecido como patrimônio mundial misto (cultural e natural) pela Unesco, também sofreu os efeitos. A Praia de Itaguaçu, na Ilha Grande, antes conhecida pela tranquilidade, beleza natural e por ser um paraíso reservado, quase desapareceu após ser soterrada por toneladas de terra e escombros em 2022.